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Primeiro em engenharia na USP é apaixonado por bicicletas PDF Imprimir E-mail
Escrito por José Neto   
Seg, 29 de Março de 2010 10:21

Todos os dias, o engenheiro mecatrônico Maurício Matsumoto pega a sua bicicleta e sai de Pinheiros (zona oeste de SP) e vai até a Cidade Universitária, no Butantã, também na zona oeste da capital. O percurso, de 7,5 km, era feito de ônibus até 2005. Agora, o primeiro colocado da Fuvest em 2003 usa a “magrela” sempre que pode.

Maurício só começou a usar bicicletas como meio de transporte após o intercâmbio que fez em Lyon, na França. Lá, ele conheceu o Velo’V, um sistema de empréstimo de bicicletas. Começou a pedalar e não parou mais.

- As pessoas podiam usar as bicicletas por 30 minutos de graça e devolverem em postos espalhados pela cidade. Foi lá eu vi que podia me transportar com bicicletas.

O gosto pela “magrela” foi tamanho que Maurício até mudou o foco dos seus estudos. Em Lyon, ele fez um estágio de oito meses na AirBus, uma das maiores fabricantes de aviões do mundo, mas começou a estudar o Velo’V. Para ele, as vantagens de se usar a bicicleta como transporte alternativo se tornava cada vez maiores:

- Em São Paulo, eu chego mais rápido, faço exercício físico e interajo muito mais com a cidade. Dá para eu perceber a cidade, o caminho, o que não dá para fazer em um carro.

Ao chegar ao Brasil, chamou um colega de engenharia mecânica na USP, o seu xará Maurício Villar, e juntos desenvolveram uma pesquisa de aplicação do sistema de empréstimos de bicicletas na universidade, que se transformou no seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) de engenharia mecânica.

- Eu tinha outro TCC praticamente pronto, sobre acústica em aeronaves. Mas é um projeto que ficaria tão abstrato que eu não conseguia ver onde que eu estava contribuindo. Foi legal fazer um estudo em que pudesse trabalhar depois da graduação e que fosse socialmente útil.

Iniciativas no Brasil

Entre os sistemas que estimulam o uso de bicicletas no país, Maurício destaca o Samba (Sistema Alternativo de Mobilidade por bicicletas de Aluguel), que disponibiliza bicicletas no Rio de Janeiro, em Blumenau (SC) e em Brasília (DF).

Sobre as iniciativas em São Paulo, Matsumoto afirma que não possui muitos dados para analisar, mas acha positiva a iniciativa de disponibilizar estacionamentos para bicicletas nas estações de metrô.

- Há um aumento de mobilidade em locais em que você tem demanda por percorrer espaços curtos. Por isso, é legal a possibilidade de parar a sua “bike” no metrô. Assim, as pessoas podem fazer o trajeto até a estação e pegar a bicicleta no fim do dia, quando forem retornar para casa.

 

Fonte: Notícias R7

 

 

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